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A importância da Empresa Júnior na universidade e no mercado

April 8, 2018

 

O que é o Movimento Empresa Júnior?

 

Muito se ouve falar sobre as empresas juniores dentro do ambiente universitário e no mercado das consultorias, mas afinal, o que é o Movimento Empresa Júnior (MEJ) e qual a sua importância?

O MEJ é o conjunto de instituições empresariais sem fins lucrativos que são geridas totalmente por estudantes universitários.

 

Este movimento surgiu durante a década de 1960 na Escola Superior de Ciências Econômicas e Comerciais da França, onde um grupo de alunos buscou de ir além das teorias da sala de aula, colocando o conhecimento acadêmico em prática. Após a fundação da primeira associação júnior, o movimento rapidamente se espalhou pelo globo, chegando ao Brasil no final dos anos 1980.

Atualmente, estima-se que mais de 11 mil estudantes brasileiros são também empreendedores júnior, o que torna a Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores) a maior confederação júnior do mundo! A segunda maior é a europeia JADE (European Confederation of Junior Enterprises).



A Empresa Júnior e a universidade

Quem é ou fez parte de alguma empresa júnior sabe que a máxima "aprender fazendo e fazer aprendendo" se aplica muito bem a esta experiência, principalmente nos primeiros meses de trabalho. No entanto, a vontade de fazer a diferença, de crescer pessoal e profissionalmente, a sede de aprendizado e o desejo de superar obstáculos ultrapassam qualquer impasse no caminho da equipe júnior.

Além disso, a transmissão de conhecimento entre os estudantes veteranos e os calouros é um fator essencial para a manutenção da EJ. Desta prática nasce a habilidade de liderança e gerência entre os jovens, o que facilita a entrada destes no mercado de trabalho durante ou após a graduação.


A ex Diretora de Recursos Humanos e ex Presidente (2017), Lígia Zaparolli afirma:

 

“Com a Júnior, aprendi a ter responsabilidade, a ser mais organizada e, principalmente, entendi a importância de valorizar o trabalho em equipe e de ser comprometida com a Missão, a Visão e os Valores do local em que trabalho."

 


De trainee a gestor, de gestor à presidência

Em todo início de ano, a RI USP Jr. abre o processo seletivo para os graduandos do curso de Relações Internacionais da USP, principalmente os recém chegados, para que estes entrem na empresa como trainees. Durante o ano de traineeship, os novos membros são capacitados em diversas áreas, aprendendo, por exemplo, a utilizar o Excel, a ferramenta de análise SWOT e a aplicação da Teoria de Internacionalização.

A RI USP Jr. se estrutura em função de 5 diretorias, além da Presidência. Os trainees alocados em cada diretoria recebem diversas capacitações condizentes com a área em que irão atuar.

Na diretoria de Projetos, por exemplo, os trainees recebem orientação de como usar ferramentas de consultoria, enquanto na diretoria Financeiro-Administrativa, são lecionados os princípios de contabilidade e a elaboração de contratos. Na área de Marketing, há capacitações em Adobe Photoshop e na produção de análises de mercado; já em Relações Públicas, os trainees aprendem a organizar eventos e se comunicar melhor com os clientes e parceiros. Na diretoria de Recursos Humanos, os trainees são capacitados para dar feedbacks de forma eficaz e respeitosa, além de realizarem auditorias internas durante seu ano de treinamento.

Após a entrega do certificado de traineeship, ocorrem as eleições à gestão, onde os trainees passam a ocupar o cargo de diretor(a) ou gerente. Uma vez nesta posição, os novos gestores participam ativamente dos projetos da empresa e repassam seu conhecimento adquirido para os ingressantes que virão. Depois de 2 anos na empresa, pode-se concorrer ao cargo de presidente ou vice-presidente.

 

Amanda Sayuri, a atual presidente da RI USP Jr. (2018), passou pelas diretorias de RH como trainee e de Marketing como gerente. Ela afirma:

 

"Os desafios que enfrentei na RI USP Jr. me fizeram querer enfrentar meus medos e fazer exatamente aquilo que me assustava. Hoje, por causa desses medos superados, posso dizer o quanto aprendi e me desenvolvi. Fazer parte da Júnior me inspira a ter como objetivo ser sempre melhor do que ontem."
 


Como o MEJ está revolucionando o mercado das consultorias

Em um mercado recheado de grandes consultorias, com preços que chegam de R$20 mil a R$30 mil por projeto, pequenos e médios empreendedores muitas vezes deixam de contratar o serviço pela inacessibilidade do valor. Com enorme potencial competitivo, as empresas juniores oferecem um serviço de altíssima qualidade por um preço muito mais convidativo, que corresponde, em média, entre 1%-25% do preço cobrado por consultorias maiores. Na maioria das EJ, inclusive na RI USP Jr., há professores que orientam os projetos e também parcerias que auxiliam na realização de tarefas.

Não é a toa que a demanda pelo serviço das empresas juniores tem crescido progressivamente; calcula-se que as EJ brasileiras realizam mais de 3 mil projetos ao ano.

 

 
Crescendo junto com a RI USP Jr.

No Instituto de Relações Internacionais da USP, cerca de 40% dos ingressantes do curso passam no processo seletivo da RI USP Jr., e desses, aproximadamente 50% são eleitos no ano seguinte para os cargos de diretoria. Com mais de 10 anos de existência, a RI USP Jr. já realizou diversos projetos e transformou a vida de muitos graduandos.

"Participar da RI USP Jr. é uma experiência única e foi provavelmente a melhor escolha que fiz durante a graduação. Pude me especializar em inúmeros assuntos novos que não são abordados na grade do curso, como também aprendi a liderar pessoas e desenvolver meu perfil profissional." relata Isabela Bertazi, que foi eleita Diretora de Marketing.

 

 

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